Jorge de Oliveira Borges

Trata-se dos registros de um técnico, publicados aparentemente como se fosse um diário, o universo que é particular ao redator, e de coisas pertinentes a vida diária em si. *** http://o-milagre-da-rua-34.blogspot.com/2008/12/um-dirio-de-um-tcnico.html#links ***

Nome: Jorge de Oliveira Borges
Local: Rio de Janeiro, RJ, Brazil

Totus tuus iesus.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A Cristo Crucificado.

A Cristo Crucificado
(uma variação para o português contemporâneo)

O que me move, para que eu te ame, Senhor,
Não é o Céu que Tu me prometestes,
Nem tão pouco, me move, o tão temido inferno,
Para que eu pare de Te ofender.

O que me moves, és Tu, Senhor,
O que me moves é ter visto
O Senhor pregado em uma Cruz
e ter sido tão fortemente desacatado

O que me moves é ter visto o teu Corpo tão cruelmente ferido,
Move me ter visto a tua fadiga e a tua morte.
O que me move, ..., é o teu amor,
Por mim, ..., por teus agressores,
E de uma maneira tal,

Pois ainda que não houvesse o Céu, mesmo assim eu te amaria,
E ainda que não houvesse o inferno, ainda assim eu te temeria.

Nada tens que me dar para que eu te queira,
Nada tens que me dar para que eu te ame,

Pois mesmo que eu não esperasse o que tanto espero
(a minha salvação),

O mesmo querer que faz tanto que eu te queira
Faz com que eu perceba, que te quero,
sem que eu tenha que pedir algo em troca.

Versão elaborada por:
Jorge de Oliveira Borges


Adaptado do original “A Cristo crucificado”, de autor desconhecido,
século XVI , há quem atribua a São João da Cruz.


A Cristo Crucificado (Original)


Não me move, Senhor, para querer-vos a glória que me tendes prometido.
Não me move o inferno tão temido, para deixar por isto de ofender-vos.
Moveis-me vós, Senhor , move-me o ver-vos pregado nessa cruz, escarnecido.
Move-me o vosso corpo tão ferido e esta morte que vejo padecer-vos.

Minh`alma em vos amar tanto se esmera que, ainda a faltar o céu, eu vos
amara e, não havendo o inferno, eu vos temera.
Nada por vos amar de vós espera. E, se ainda o que espero não espera,
o mesmo que vos quero eu vos quisera.

Autor desconhecido , século XVI (Também atribuído a São João da Cruz)

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